- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
A exposição está disposta em 22 painéis com reprodução de textos, ilustrações, imagens, fotografias, vídeos que marcaram época — muitos deles inéditos ao público em geral —, jingles e produtos, resgatando a história, objetivos, transformações e evolução da propaganda no Brasil em seus diversos meios de comunicação.
Depois de passar pela cidade de São Paulo, a exposição aportou em Santos e está aberta ao público, com entrada franca, até o dia 17 de novembro, no Museu da Imagem e do Som, na Rua Pinheiro Machado, 48.
Um pouco da evolução — No século XIX a história da propaganda começa a ser trilhada a partir de mudanças sociais, envolvendo economia, cultura e tecnologia. Apesar de outras formas de propaganda como cartazes, painéis pintados e folhetos avulsos, o jornal impresso se torna o grande meio para anunciar compra e venda de utensílios e propriedades, ofertas de serviços, realização de eventos oficiais. Não havia pagamento aos veículos por sua divulgação.
Com o passar dos anos, a prática de anunciar cresce muito, e o que era gratuito torna-se fonte de renda para os veículos. Surge assim um novo nicho explorado pelos jornais invertendo a lógica comercial jornalística, até então vigente, que tinha no assinante a garantia de negócio. Depois aparecem as revistas e a linguagem da propaganda começa a ganhar grandes contribuições artísticas de diferentes áreas aliadas aos avanços tecnológicos, firmando a propaganda brasileira e culminando com a abertura das primeiras agências de publicidade em São Paulo. ( Ao lado arte de 1921.)
Nos anos 50, o sonho da sociedade de consumo, na qual todos têm acesso, mesmo que na teoria, a novas tecnologias, se instaura nacionalmente, ganhando força em 1956 com Juscelino Kubitschek com o slogan “50 anos em 5”. Um automóvel, uma geladeira, um fogão, uma máquina de lavar, tudo ao alcance, bastando apenas parcelar em suaves prestações. E é neste panorama que surge a televisão, que traz grandes mudanças e possibilidades ao mercado publicitário.
Mais uma vez, a exemplo do rádio, a publicidade conduz os
qüentemente a TV. As “garotas propagandas”, dos programas e comerciais ao vivo, ganham fama e prestígio e as mais importantes foram Idalina de Oliveira, Meire Nogueira, Wilma Chandler, Odete Lara, Maria Rosa e Neide Alexandre. (Ao lado arte de 1920.)
No século XX a propaganda e a publicidade se consolidaram dos reclames de outrora. O talento e criatividade marcam os passos dos novos agentes do setor neste milênio, que impõe novos desafios e ao mesmo tempo inúmeras possibilidades de expansão de um setor consolidado. Nestes tempos digitais, o ambiente é propício às cabeças criativas dos “vendedores brasileiros de sonhos dourados” que têm hoje no ciberespaço a possibilidade de transpor limites jamais imaginados pelos que iniciaram a caminhada.
Comentários