Histórias reproduzidas — e criadas — em terras tupiniquins

“Indicar no corpo das tradições, contos, cantigas, costumes e linguagem do atual povo brasileiro, formado do concurso de três raças, que, há quatro séculos se relacionam; indicar o que pertence a cada um dos fatores, quando muitos fenômenos já se acham baralhados, confundidos, amalgamados; quando a assimilação de uns por outros é completa aqui e incompleta ali, não é coisa tão insignificante, como à primeira vista pode parecer.”

É isso que o livro Contos Populares do Brasil, com uma seleção de contos de Sílvio Romero quer nos mostrar: como em regiões diferentes do Brasil, os mesmos contos são contados de formas diferentes, mas, sempre com o mesmo sentido. Ou muitas vezes sem sentido nenhum, sendo somente uma história para divertir crianças.

Depois de ter lido o livro Contos de Fadas dos Irmãos Grimm, é fácil reconhecer a semelhança entre os contos; mesmo aqueles que não vieram da Europa, trazidos pelos portugueses, aqueles contados pelos indígenas ou mesmo pelos africanos (que não tiveram contato com a cultura européia também). Percebe-se que é um senso comum contar as histórias para as crianças — para passar ensinamentos ou somente divertir.

São pequenas histórias, que você pode ler a qualquer hora, sem ordem cronológica ou grandes necessidades de entendimento. Um bom estudo de como começamos nossa cultura e de como nos assemelhamos à cultura de qualquer ser humano. Tendo vindo ele de qualquer lugar. É muito bom reconhecer como a miscigenação no Brasil funciona sem preconceitos.

Comentários