Tirar férias é um exercício


Tudo bem, tudo bem... Eu também estava trabalhando enquanto viajava mas, num outro ritmo. Tivemos muitos momentos de "fazer nada", de aproveitar a paisagem e mais: de ter tempo para pensar. Essa foi a parte mais difícil. Conseguir me desligar das responsabilidades, dos planejamentos, do que ainda tenho a fazer.

Além disso, olhando para o mar da Praia Mole, em Floripa (nessa foto aí de cima), tive um bom tempo para fazer um balanço do que foi e do que está sendo o ano de 2008 pra mim.
Eu não podia esquecer que talvez essa seja a última viagem que possamos fazer durante um longo período que vem pela frente — novos compromissos com tempos mais apertados estão chegando.

E durante esse momento que devia ser de relaxamento, fiquei tensa em muitos aspectos: tenho muitas coisas ainda não resolvidas dentro de mim e à minha volta.
A luta pelo sucesso profissional e o reconhecimento quando se trabalha com a família me parece ter um peso triplicado e eu não ando feliz com meus resultados.

Durante esse tempo de contemplação, pensei muito seriamente em virar a mesa e seguir outro rumo. Mas a responsabilidade de uma taurina como eu não me deixa abandonar as coisas sem acabá-las por inteiro.


Talvez essas coisas acabem comigo antes de terminarem se eu não tomar algumas atitudes. Já que não consigo relaxar nem com o mar esplendoroso à minha frente, com suas ondas sempre iguais e sempre diferentes, creio que seja hora de rever meus conceitos.

Pelo jeito, mesmo achando que não relaxei o suficiente, as férias foram bárbaras, já que me fizeram novamente enxergar as coisas pelo lado de fora.

E "vamo que vamo", que eu já estou no pique total de novo!
Cabeça descansada (ou quase), coração a mil!

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