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Cláudia. A história da mulher de Pilatos começa em sua infância — romana, sua família diz-se descendente de Vênus e para torná-la ainda mais mágica ao leitor, Cláudia tem vidência. É ela quem nos conta toda a saga de sua família: seu pai é um militar de alta patente, seguidor e braço direito de Germânico, o parente mais próximo do imperador. Portanto, eles vivem a viajar para conquistar novos territórios na época de uma Roma rainha no continente europeu.
O interessante é perceber a adoração por deuses que não nos são comuns. A irmã, Marcela, é castigada pela mulher do imperador (que tinha tanto poder quanto ele) depois de ter dormido com seu neto preferido. É assim que é obrigada a entrar numa “seita”, das vestais, adoradoras da deusa romana Vesta, protetora dos lares — ou seja, muitas vezes a adoração é uma imposição.
No caso de Cláudia, ela se encantou com os poderes da deusa Ísis, que correu o mundo juntando os pedaços do marido Osíris e o ressuscitou — uma ode ao amor incondicional — e que na verdade era uma deusa egípcia, cultuada por Cleópatra. Foi através desta deusa que ela pôde trabalhar sua vidência e também pedir a ela ajuda com poções e encantamentos para que Pilatos se apaixonasse por ela.
Deu certo. Mas sua vida não foi um “mar de rosas”. A infidelidade de Pilatos e depois de muitas provações, ela descobrir que o homem da sua vida era outro fez com que ela se apegasse cada vez mais à deusa e às suas verdades. Uma mulher forte, como parece que toda romana tinha o poder de ser na época, ela nunca aceitou ser subjugada por um homem, fazendo sempre o que bem entendia. Independente, frequentava o templo de sua deusa. E foi lá que cruzou com Jesus uma vez.
Quando foi para um “spa” da época, conheceu Miriam, uma prostituta que se envolvia somente com ricos e poderosos e que depois seria chamada de Maria Madalena. Esta se tornou sua grande amiga por, principalmente, ser bastante culta e inteligente — além de possuir uma beleza exuberante.
Foi tentando ajudar Miriam, depois de ela ter se casado com Jesus e se convertido ao cristianismo, que Cláudia teve suas visões mais fortes sobre as desgraças que viriam depois da morte do messias e ainda de como o nome de seu marido seria lembrado injustamente como sendo o responsável por sua morte.
O livro é muito bom, principalmente para conhecer os costumes de uma outra época; a riqueza dos palácios em contraste com a captura de príncipes para torná-los escravos. Mas não espere saber muito de Jesus ou de Maria Madalena. A história é realmente de Cláudia — os outros só fizeram parte do enredo de sua longa vida.
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