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Neste caso, Don Victor, engenheiro apaixonado pelo papel, se embrenha na Floresta Amazônica peruana e cria sua própria fábrica, na sua própria fazenda. Tem como funcionários índios que vêm para a “aldeia” que se tornou o lugar, chamada Floralinda. Eles não entendem bem as idéias do homem branco, o “homem cupim”, que acaba com a natureza, alegando seu progresso.
O Transformador, como é conhecido Don Victor, resolve produzir celofane ao invés de seu habitual papel pardo e parece que essa mudança traz junto com ela uma maldição: enquanto o xamã da aldeia vê a praga se alastrar, o padre não entende porque não consegue mais esconder suas verdades — como acontece com todos da região.
É um livro de aventura, que nos tira da realidade do dia-a-dia mas, não deixa de discutir as igualdades entre aqueles que se consideram tão diferentes, superiores ou inferiores em relação aos outros. Intrigas graças ao desejo sexual e ao desejo por poder. E o destino se encarrega por fazer com que “coincidências” salvem a todos.
O protagonista tem que aprender a se desapegar de seus costumes. Mesmo depois de acreditar ter feito tanto, ele tem que aprender a recomeçar. No fim, tudo está entrelaçado e nada mais é do que o destino correndo como o rio da Amazônia corre para o mar. Os recortes que fiz aqui e aqui, mostram bem o quanto o livro nos faz pensar.
Uma delícia! Eu recomendo para um tempo de relaxamento.
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