Uma estrada, muitas percepções

Na sexta-feira, 6 de junho, saímos da cidade de São Paulo com destino a Belo Horizonte. Como não é novidade pra ninguém, eu adoro pegar estrada. Só que dessa vez foi mais especial: eu estava inspirada em minha animação de viagem. Principalmente porque precisava sair, ver novos horizontes e mais ainda porque dirigir na Fernão Dias foi sinônimo de muito verde, muita paisagem, muita integração com o universo.

Não sei bem por quê, nesse dia — como sempre acontece, só que com mais intensidade —, eu estava vendo tudo com meus “olhos de turista”: montanhas mil nessas Minas Gerais do Brasil. E você consegue enxergar muitos vales, muitas casinhas perdidas no meio do verde, pequenas cidades mineiras escondidas atrás de um morro ou outro.

Os diferentes tons de verde fazem com que a gente pense como é bom esse “mundão véio sem porteira” e que a gente não quer que ele acabe não. Vimos pastos, bananeiras, cafezais, cana-de-açúcar, plantações de morango: cada um com seu verde característico; com um espaço diferente do outro; tudo desigual, subindo e descendo os morros, se misturando à mata nativa.

Tive tanta certeza de meu ufanismo que, enquanto dirigia, cheguei a pensar em uma pequena poesia, fazendo analogia ao verde de nossa bandeira. Mas eu não anotei e a idéia se perdeu no meio de minhas divagações. Depois de 8 horas de viagem (com nossas deliciosas paradas para conhecer algum lugar em que passamos, é claro), me senti cansada e ao mesmo tempo, revigorada — o que me pareceu foi ter conseguido ter tirado todo o peso que estava carregando em meu peito (N motivos) e só ter muito orgulho de ser brasileira. Sabendo que a gente tem muito ainda a descobrir dessa natureza maravilhosa que nos cerca. Pra completar, só faltou eu colocar o pé descalço na terra.

Abaixo, uma de nossas paradas deliciosas: a Venda do Chico, que fica entre uma curva e outra da Fernão Dias e que serve café com leite, aquecidos no fogão de lenha; pamonha, bolo de fubá e outras cositas más. Nada mais pitoresco para quem chegava no Estado dos mineiros (ainda farei comentários posteriores a respeito do humor desse povo! Aguarde).


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