Eu sou do mundo, de bom humor

Na foto, eu de costas, na entrada do parque de exposições.

Impressionante. Essa é a palavra que vou usar para comentar três fatos marcantes de Belo Horizonte: trânsito maluco e horrível; ladeiras que obrigam qualquer pessoa a ter um 4x4; e o mau-humor dos mineiros da capital.

Tirando esses "detalhes", BH é uma cidade muito bonita, com muitos bares, com muita cultura e interessantíssima. Mas vou voltar ao assunto: o que constatamos é que não há muita educação no trânsito por lá. As pessoas param em cima da faixa de pedestres, fecham cruzamentos, não conseguem fazer fila dupla — São Paulo, Curitiba também têm um trânsito ruim, mas têm fiscalização. Acho que está faltando muito disso em Minas Gerais no geral. Impressionante.

Sobre as ladeiras, não há o que fazer: a cidade cresceu e está tomando as montanhas. É lindo o que se vê lá de cima. Paisagens que misturam o urbano com a natureza. Impressionante.

Agora, o pior mesmo foi ver a má vontade das pessoas em tentarem ser simpáticas. Não esperava que me tratassem como se eu estivesse numa cidade turística, afinal estávamos na capital do Estado (e nem era a passeio) mas, esperava mais cortesia das pessoas para darem informações, pra te darem licença pra passar na calçada. Por sinal, os pedestres também não respeitam o trânsito: com avenidas larguíssimas em BH, seria mais fácil atravessar na faixa mas, muita gente se mete pelo meio dos carros. Um perigo.

Portanto, pra pedir informação, pra comprar uma água, pra atravessar uma rua, pra qualquer coisa que você interaja com pessoas estranhas, considere os mineiros estranhos mesmo. Parecem ser difíceis de contentar e são extremamente secos. E eu que esperava a hospitalidade mineira, acabei por ficar com mais birra (daquele mesmo jeito que os paulistas costumam ter birra de cariocas, sabe!? O que não é o meu caso em relação aos cariocas, que fique bem claro). Impressionante.

Estivemos em Belo Horizonte para visitar uma feira de cachaças (que eu achei muito bairrista) e para divulgar a Cachaça Gabriela pela cidade — situação um pouco difícil porque por lá, você só encontra cachaça mineira mesmo e eles defendem isso. De qualquer forma, pra conhecer e saber como as coisas realmente são, só indo lá pra ver, não é mesmo?

E assim, aproveitamos para passear também e, como já se tornou costume, visitamos o Mercado Central de BH. Enlouqueci! De tão lindo que achei. Até hoje, é o mais bonito que visitei. Você se perde de tão grande que é e suas ruas são circulares, o que o torna ainda mais bem aproveitado. Tirei zilhões de fotos, amei as cores, os cheiros, as coisas típicas. Separei "algumas" pra postar aqui. São "só" 50 fotos nesse slideshow. Veja e concorde comigo: não é uma delícia?


Ah! Devo dizer que as fotos são sempre minhas ou do Marcelo. A convivência nos dá percepções muito parecidas e inclusive conseguimos chegar ao ponto de tirar fotos iguais. Entretanto, muitas vezes não fica claro de quem são as fotos aqui no meu blog. Na dúvida, pense como eu: são nossas. Tanto minhas quanto dele. A gente fotografa junto — sempre.

Comentários

Anônimo disse…
Gabi só pra dizer que nem todo mundo de BH é assim - nós temos muita hospitalidade sim, você só não achou as melhores pessoas pra te mostrarem isso.
Bette disse…
Nossa, fiquei surpresa também de ler isso sobre a hospitalidade... primeira vez que vejo alguém que veio de outro lugar dizer isso. É uma pena que tenha se deparado com gente assim, pois gente de mal com a vida há em todo lugar... Em geral, aqui em BH as pessoas são sim muito acolhedoras, e às vezes é até difícil sair de uma situação de bate papo no ponto de ônibus, aquele tipo jogar conversa fora a toa e com desconhecidos, sem parecer antipático naquele dia em que você não está muito a fim de papo... rsrsrs
No mais, o transito é essa porcaria aí mesmo... e quanto ao bairrismo, eu admito, o mineiro é muito bairrista mesmo!
Mas espero que nesses 4 anos entre a postagem e este meu comentário você já tenha voltado a BH e tenha tido a oportunidade de conviver com pessoas mais hospitaleiras.