As coisas pelas quais temos que passar

Ultimamente estou tentando ter uma outra postura em relação aos acontecimentos à minha volta. Tem gente que me considera apática, tem gente que me considera conformista e, pior de tudo, tem gente que me considera egoísta. Eu me considero prática.

Venho passando por desafios maiores do que o imaginável. Nunca imaginei que me decepcionaria com pessoas que sempre confiei e considerei essenciais na minha vida. Depois desses “tapas na cara” que andei levando, quase desisti de tudo. Mas pensei bastante nas possibilidades e além de achar que se abandonasse todos os meus projetos eu seria uma fraca, também achei que seria muito mais egoísmo agir assim, do que continuar, mesmo nadando contra a corrente da maioria.

É difícil de explicar e mais ainda de perceber as coisas que na verdade são claras como água. Venho assistindo às coisas de um novo ângulo: resolvi pensar mais em mim e me envolver menos. Não quero mais ser a fortaleza de ninguém e muitas vezes me sinto mal por isso, porque gosto de ajudar, porque gosto de me matar pelos outros — e isso é sincero. Mas o que recebo de volta é sempre crítica e vários nãos. Sempre.

Meu pai precisou passar por uma outra cirurgia por causa de uma prótese que colocou na perna, há quase dois anos. A lição que eu levo de um acontecimento desses é: ninguém sabe pelo que tem que passar para aprender o que tem que aprender. Mais humilde, sabendo que depende de outros, meu pai mudou depois dessa última “aventura” no hospital. Bem diferente de quando sofreu o acidente há dois anos atrás, que o levou a colocar essa prótese. Ele conseguiu reconhecer suas fraquezas sem desmerecer ninguém que estava próximo a ele, lhe dando a mão. Será que não era isso que ele tinha que ter aprendido há dois anos atrás? Eu não sei... Mas me pego pensando a respeito.

Tenho vários outros exemplos muito próximos de mim que me levam a pensar a mesma coisa. As pessoas não sabem o que têm que passar para aprenderem o que devem aprender. Se você não aprende por bem, vai ser por mal. Pode ter certeza.

Tenho medo disso. Acho que estou aprendendo por mal muita coisa que deveria aprender por bem. Ao mesmo tempo, me sinto tão injustiçada que tenho medo do que as pessoas que vêm me fazendo tão mal emocionalmente, terão que passar para entenderem que o que eu faço realmente é pensando no bem — sendo muito honesta sempre e justa acima de tudo.

A gente não sabe o que tem que passar nessa vida. Mas eu digo que culturas enraizadas são muito difíceis de mudar. Sentimentos conflituosos em relação a alguém que se sobressai são horríveis de se lidar (principalmente quando você é a pessoa do foco de toda a discussão). E eu ainda não descobri por que tenho que passar por tudo isso...

Maaaas, nessa bagunça toda — sentimental, profissional e principalmente familiar —, novos projetos vêm surgindo. Algo mais leve, mas que vai tomar praticamente todo o meu tempo (e isso é bom pra não ter tempo de pensar demais em coisas pequenas). E eu e o Marcelo tentamos abrir mais uma porta de possibilidades pra gente. Em breve notícias oficiais a respeito.

Desculpem-me o sumiço. ADORO escrever nesse blog. ADORO ter notícias de minhas amigas. ADORO poder confiar em várias pessoas de verdade. Mas, não estou tendo tempo. Provavelmente aparecerei mais aos fins de semana e só peço pra quem gosta de mim, pra que torça de verdade pelas minhas causas. Quem não gosta, faça como quiser — porque com certeza eu vou passar pelo que tiver que passar.

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