100 anos de Japão no Brasil: agricultura, tecnologia, manias e tradições

No 100º ano da chegada dos primeiros imigrantes japoneses no Brasil, o país respira a milenar cultura nipônica.

No dia 28 de abril de 1908 começava uma jornada repleta de expectativas, sonhos e sem data de retorno. Dois meses de viagem parecia uma eternidade para famílias inteiras que deixaram o Japão, a bordo do vapor Kasato Maru, que aportaria em Santos no dia 18 de junho. Passados 100 anos é indiscutível a importância desse povo no desenvolvimento do nosso país. Das lavanderias às técnicas de agricultura, os japoneses se fizeram notar e hoje marcam presença até mesmo nas tradicionais churrascarias, onde encontramos buffets de sushis e sashimis.

É pensando nesse forte laço que unem brasileiros e japoneses que a Editora Contexto brinda o leitor, com muito chá verde e saquê, lançando o livro Os japoneses, escrito pela sansei Célia Sakurai, doutora em Ciência Política e uma grande especialista em imigração japonesa.

Histórias medievais, folclores, tradições, verdades e mentiras, guerras, modernização e superpotência mundial. Com a Primeira Grande Guerra, depois a Segunda, o pós-guerra e a ocupação, começa o início da recuperação econômica e assim nasce o Japão contemporâneo. Novamente rico financeiramente, transforma suas indústrias, investe em tecnologia e cria a prática de diminuir tudo e compactar o máximo das coisas. Junto com os carros modernos e arrojados o mundo recebeu o Pokémom, a Hello Kitty e o Speed Racer. Os mais velhos vão se lembrar do National Kid e do Ultraman.

No capítulo ‘Japoneses no mundo’, Célia conta desde a chegada deles nos Estados Unidos até aportarem em terras brasileiras. “Dentre os destinos de imigrantes, o Brasil é o principal e o último”, de 1908 a 1979 o país recebeu mais de 250 mil japoneses, se tornando assim a maior colônia fora do Japão, explica a autora.

Em Os japoneses ela fala das manias e dos conhecidos estereótipos: andar em grupos, tirar muitas fotografias, ser um povo calmo e do reconhecido respeito aos mais velhos, entre outras coisas. Descreve a importância dos xoguns e samurais, que existiram e foram fundamentais na construção dessa nação.

Sayonara!

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