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É assim que acontece em Curitiba: para parar na rua, compramos o cartão de área azul — como em qualquer cidade do Brasil. Mas eu ainda não tinha visto cartões iguais a esse.
Você tem que raspar a data e o horário. Diferente dos cartões do Estado de São Paulo (pelo menos onde eu conheço), nos quais você tem que riscar as informações. O que muitas vezes faz com que seja possível a fraude, como riscar as informações a lápis ou até mesmo xerocar o papel oficial.
Comidinha típica da região de Curitiba (não sei se é em todo o Paraná). Pra quem gosta de carne crua (como é o meu caso), é um manjar dos deuses. A carne crua batidinha é servida em cima de uma torrada molhadinha com azeite. Sobre a carne, muita cebola picadinha e por cima dela, cebolinha também picadinha. É divino e é oferecido na maioria dos bares.
Por falar em bares, Curitiba tem pra todos os gostos. E é por isso que sempre queremos voltar pra lá, pra divulgar e oferecer a Cachaça Gabriela e para conhecer as tantas tribos dessa cidade charmosa.
São lugares decorados com coisas antigas, como o bar e restaurante Jacobina; ou ainda com muitas cachaças na prateleira, sendo um espaço minúsculo e sempre cheio de gente, como o bar Ao Distinto Cavalheiro (que serviu a carne de onça que está na foto lá de cima), com muito charme e um atendimento muito atencioso; e o bar O Botequim, que tem sua decoração parecida com uma mercearia, cheio de garrafas antigas e quadros de anúncios da revista Seleções.
Nas fotos acima, à esquerda, detalhe d'O Botequim: lingüiça sendo segurada por uma concha; e à direita, a prateleira de cachaças do Ao Distinto Cavalheiro.
Com muitas opções de bares e restaurantes e uma cidade sempre cheia de gente, os almoços em Curitiba são muito justos. Os curitibanos têm o costume de comerem "o prato do dia": segunda-feira é sempre esse e esse, terça sempre aquele e mais um, quarta também e assim por diante, inclusive aos sábados.
Talvez por haver bastante concorrência, com tantas opções, seja o motivo de o preço não ser tão alto quanto se poderia imaginar. Com R$ 10,00 você come muito bem (e paga sua bebida à parte), escolhendo pelo que achar que mais lhe agrada entre os poucos (mas suficientes e sempre saudáveis) pratos prontos oferecidos no dia.
Tudo uma delícia! Os lugares não têm aquela cara de self-service, comum para aquelas pessoas que têm que comer e voltar a trabalhar, com hora marcada. Nas fotos ao lado, o restaurante que almoçamos num dos dias de andança e não há do que reclamar: o prato do dia era enorme! E o feijão (preto mas, diferente do que conhecemos em São Paulo) vem à parte. Gente, como comemos bem...
Uma visão européia
Curitiba tem problemas como qualquer cidade do Brasil: muita gente pedindo dinheiro nas esquinas, precaução das pessoas ao andar pelas ruas, espaços não tão bem conservados, trânsito maluco. Isso a TV não mostra. O conceito que se compra da cidade é de que tudo é perfeito.
O trânsito é uma loucura, tem muita gente mesmo, pra todo lado mas, os ônibus têm seu espaço para trafegar e funcionam. A cidade já teve mais radares (graças a Deus, brigas políticas diminuíram essa minha preocupação) mas, eles não conseguiram educar o curitibano, que pára em faixa de pedestre, fecha cruzamento e não respeita muito o motorista do lado — mas acho que isso é uma doença mundial.
Tem muitos problemas, tem muitas soluções mas, você olha a cidade e acha linda. As pessoas são bonitas. A cidade é bem cuidada (pelo menos onde o turista vê). E há momentos, como o dessa foto aí de cima, que eu chego a me sentir na Europa, com todo o clima charmoso dessa cidade muito prática e que sabe quem é e a que veio.
Eu, muito feliz
Adoro viajar (e quem não gosta?), adoro conhecer coisas novas — seja melhorias para a cidade (como o cartão de estacionamento), seja bares bem decorados e com ótimo atendimento, seja comidinhas típicas, boas e com preço plausível.
Comentários
"O mundo é sempre um achado se você o enxergar dessa forma" - Gabi.
Sou cada dia mais sua fã!
Beijos,
Thaísh
Que bom que você gostou.
Estou com saudades! Quando você vem?
Beijão