Mais de "Comer, Rezar, Amar"

Já acabei de ler mas, ainda não consegui sentar com calma pra escrever sobre ele. De qualquer forma, posso adiantar: o livro Comer, Rezar, Amar é de dar inveja do ano sabático que a autora tirou.

Enquanto não posso fazer meus comentários a respeito e dizer por quê adorei o livro, fique com mais alguns conhecimentos que adquiri (teve mais recortes do livro aqui) e que você vai encontrar no livro (uma delícia de ler!):


Parla come mangi.
Uma expressão do dialeto romano. Significa: “Fale do mesmo jeito que você come”, ou, na tradução pessoal da autora, “Diga como se estivesse comendo”. É um lembrete – quando você está se esforçando além da conta para explicar alguma coisa, quando está procurando as palavras certas – para manter sua linguagem simples e direta como a culinária romana. Não transforme isso em um bicho-de-sete-cabeças. Simplesmente fale.
(p. 95)

Diga pausadamente:
Om.

Na.
Mah.
Shi.
Va.
Ya.
Om Namah Shivaya.
Eu honro a divindade que existe em mim.
(MANTRA INDIANO - p. 128)

Yoga, em sânscrito pode ser traduzido como “união”. A origem da palavra é o radical yuj, que significa “pôr cangalha em”, dedicar-se a uma tarefa com a disciplina de um boi. E a tarefa do ioga é encontrar união – entre mente e corpo, entre o indivíduo e o seu Deus, entre nossos pensamentos e a origem de nossos pensamentos, entre professor e aluno, e até mesmo entre nós e nossos semelhantes às vezes tão pouco flexíveis. No Ocidente, conhecemos o ioga sobretudo por meio de seus agora famosos exercícios para alongar o corpo, mas isso é apenas o Hatha Yoga, um dos ramos dessa filosofia. Os antigos desenvolveram esses alongamentos físicos não para deixar o corpo em forma, mas sim para soltar seus músculos e sua mente de modo a prepará-los para a meditação. Afinal de contas, é difícil permanecer sentado durante muitas horas se o quadril dói e impede você de contemplar a divindade que reside dentro de você porque está ocupado demais contemplando o seguinte pensamento: “Nossa, como o meu quadril está doendo.”
(...)
Ioga é o esforço que uma pessoa faz para vivenciar pessoalmente a sua divindade, e em seguida para sustentar essa experiência para sempre. Ioga é domínio de si e esforço dedicado a desviar a atenção de reflexões intermináveis sobre o passado e preocupações infindáveis com o futuro para, em vez disso, conseguir buscar um lugar de eterna presença, de onde se possa olhar com tranqüilidade para si mesmo e para o mundo ao redor.
(...)
“Nosso propósito nesta vida, portanto”, escreveu Santo Agostinho, ele próprio um iogue, “é recuperar a saúde do olho do coração através do qual se pode ver Deus.”
(p. 129, 130 e 131)

Ham-sa.
Em sânscrito significa: “Eu sou Isso.”
Segundo os iogues, Ham-sa é o mais natural dos mantras, aquele que nós todos recebemos de Deus antes do nascimento. Ele é o som de nossa própria respiração. Ham na inspiração, sa na expiração. (Ham, por sinal, deve ser pronunciado de forma suave, sem que h seja transformado em r, assim: hahhm. E sa rima com “ahhh”...) Enquanto vivemos, sempre que inspiramos e expiramos, estamos repetindo esse mantra. Eu sou Isso. Eu sou divino, eu estou com Deus, eu sou uma expressão de Deus, não estou afastado, não estou sozinho, não sou essa ilusão limitada de um indivíduo.
(p. 149 e 150)


Depois tem mais! ;)

Comentários

Karina AT disse…
Gostei desse livro. Mas não ri não que esse "Ham Sa" me lembrou uma música da Xuxa que a Helena vive cantando. "A Ham, san sã, A Ham, san sã, guli, guli, guli, guli, guli, Ham, san sã" Teve o mesmo efeito que Marca e Marco Brasil? AlÔOOO meu povo!!!!
Hshshshshshs
Beijo
K