Livro poderia envolver mais o leitor

Acabei de ler o livro O Guardião de Memórias, de Kim Edwards. A história começa em 1964 — e é interessante perceber como os costumes eram diferentes e como era aquela época até o final dos anos 1980, quando há o desfecho da história.

O enredo é sobre um médico e sua esposa que têm gêmeos, sendo que a menina tem síndrome de Down. Em 1964, filhos com esse tipo de deficiência eram considerados retardados e não eram aceitos pela sociedade. E foi assim que o Dr. Henry resolveu dar sua filha para uma instituição. A enfermeira, que o ajudou a fazer o parto, resolve criá-la e vai embora da cidade.

O homem vive sua vida toda com o sentimento de culpa e sem conseguir revelar para sua mulher que sua filha estava viva e não morta como ele havia afirmado logo após o parto. Paul, o filho que foi criado pelos pais nunca entendeu a distância entre todos da família.

E a história se desenrola assim: em volta da culpa e dos caminhos que a vida leva as pessoas por causa de uma mentira. É um livro pra se ler rapidinho e que poderia ter mais emoção. Não foi um dos meus preferidos, mas como sempre que leio, me desligou do mundo e me fez ver com outros olhos certos aspectos da vida. Causou-me o prazer da leitura, mesmo sendo “morno” — não é preciso pensar muito para ler o livro. Na minha classificação pessoal, é um romance comercial que serve tão somente para passar o tempo.

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