Uma breve história do mundo

Uma visão geral sobre a humanidade e sua história — essa é a melhor definição que posso dar sobre o livro que acabei de ler. É muita informação sobre desde o surgimento do homem há 2 milhões de anos na África, até a chegada do homem à lua e aos dias atuais.

São somente 342 páginas pra contar muita coisa no livro Uma breve história do Mundo, escrito pelo professor da Universidade de Harvard e da Universidade de Melbourne, o historiador Geoffrey Blainey — suas aulas devem ser uma delícia, já que escreve de uma forma tão simples e imparcial sobre a nossa evolução.

Primeiro, o homem desceu das árvores, na África. Deste ponto em diante, se tornou um explorador: descobrindo plantas comestíveis através do acerto e erro, muitas vezes morrendo envenenado. Caçava o que podia com seus instrumentos ainda muito rústicos, como pedras. E cada vez ia mais longe para descobrir novas formas de se alimentar e viver. Era nômade, até que encontrasse um lugar que considerasse interessantes para viver — e nestes lugares, as gerações posteriores se esqueciam de seus antepassados e de onde vinham. Começaram a plantar e domesticar animais e a se instalar em lugares certos.

Neste tempo, já estavam espalhados pela Europa, Américas, Ásia, Nova Zelândia, Austrália (que ainda não tinham esses nomes, é claro). Os mares subiram, as configurações dos continentes mudaram e as tribos deixaram de ter a possibilidade de contatos entre si (o que já não acontecia, pois estavam muito distantes uns dos outros) e assim, cada uma cresceu e evoluiu conforme as possibilidades de sua região.

A utilização da madeira das florestas, as plantações perto de rios (utilizando os sedimentos que estes deixavam depois das cheias) foram as primeiras devastações de solo que aconteceram. E com elas, a erosão, o empobrecimento do solo e a necessidade de encontrar outras alternativas para se alimentar. Os homens tinham bem definidas as estações do ano, vivendo em função delas: no verão, a colheita e o armazenamento para o inverno; na primavera, os plantios — e assim por diante.

A criação da roda; a descoberta do milho nas Américas; a fabricação de cervejas (que as crianças também tomavam); as plantações de algodão para fazer roupa; e a importação da seda da China para todos os lugares possíveis na época do Império Romano. A riqueza do Egito, as cidades do Oriente Médio; a criação da imprensa, da palavra escrita; a história das religiões, sendo explicadas sem fábulas e de uma forma prática; o surgimento do judaísmo.

Jesus era filho de carpinteiro — na sua época, isso significava ter muito conhecimento. E ele era um exímio orador. Ele simplesmente facilitou os ensinamentos e deveres dos judeus e assim, criou uma religião mais maleável para a época. Fala-se de Maomé (casado com uma viúva rica que muito o ajudou e depois, escreveu sobre as mulheres serem inferiores), criador do islã.

E depois, o descobrimento das Américas, da Austrália; conhecimentos de medicina; a revolução com a máquina de vapor; a deterioração de povos; a unidade européia e suas colônias; as guerras na China, no Japão, entre os países europeus; a Primeira e a Segunda Guerra Mundial — quem foram Hitler, Stálin, Mussolini. A ciência como novo império — o conhecimento como arma e como possibilidade de paz.

É uma visão de tudo. E claro, se for de seu interesse, é preciso se aprofundar. Mas, para ter um conhecimento geral, sem ter que dividi-lo em matérias de história e geografia, como se faz na escola. Tudo é fundido aqui: as duas matérias e ainda a literatura, de suma importância para os registros de outras épocas. Um livro interessantíssimo e que vou reler daqui um tempo — pra não deixar escapar nada!

Comentários

Elis disse…
Adorei a forma como você expôs o livro. Estou lendo, ainda no início, e estou gostando muito. Logo, logo eu termino a leitura. ;)
Anônimo disse…
Oi, Elis!

Obrigada!
Tenho certeza que você vai gostar.
Volte pra me contar depois! ;)

Beijos
Anônimo disse…
Me interessei pelo livro pela forma que sua resenha foi escrita !
Vou comprá-lo hoje mesmo :)
Obrigado.
Gabriela disse…
Anônimo (me conta seu nome?),

Estou lisonjeadíssima!
Obrigada e fico feliz demais em saber que convenci alguém de ler um livro tão interessante como esse!

Beijos

Gabi
Anônimo disse…
Li, uma prévia deste livro num anúncio de oportunidade que saio em uma revista que não me recordo bem o nome. E confeço que com o pouco que li...adorei

adoro assuntos que envolve a evolução de nossa espécie.

obrigado pela pequena resenha do livro
Anônimo disse…
Olá!

Estou no início do livro, e estou gostando muito.O livro além de fazer relembrar as histórias do mundo, oferece conhecimento a todos os públicos.
Anônimo disse…
só uma coisa passa despercebida, não sei se na tradução ou omissão...
ele fala muito nas plantações de linho. mas não esclarece que:

linho=cânhamo=cannabis=maconha
Anônimo disse…
Para esclarecer:
cânhamo=maconha=Cannabis sativa e linho é uma outra espécie de planta. Ambas são produtoras de fibra. Como descobriram efeito narcótico no cânhamo, deu no que deu.
Jaime Junior disse…
OI, TB LI ESSE LIVRO E GOSTEI MUITO, VC O DESCREVE MUITO BEM PARABENS
Ma disse…
Olá!!!!

Eu estou lendo este livro! E estou amando!
Estava procurando gravuras sobre ele para publicar no meu blog e me deparei com seu blog.
Parabéns pela resenha!!

Abraços!
Anônimo disse…
Parabéns pela Resenha, também estou a ler o livro e uma dica muito legal a se fazer é junto a leitura ir acompanhando em um mapa global, google maps ajuda muito, é facil e empolgante, é possível analisar até mesmo as pertes que foram inundadas após os mares subirem em 20000 a.c, observe o relevo no fundo do mar, que no google maps é facil de observar.

A única coisa que o livro pecou foi não ter o desenho de mais mapas para acompanhar em cada capitulo.

Abraços