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Vendo como a parreira está ficando bonita, lembrei-me da fábula de Esopo e, para ilustrar o que é comum dentre muitas pessoas, vou reproduzí-la aqui (retirado do magnífico e raríssimo livro de minha mãe — "Fábulas de La Fontaine" —foi ele quem reescreveu muitas das fábulas de Esopo):
A Raposa e as Uvas
"Certa raposa, quase morta de fome, viu, no alto de uma parreira, umas uvas que pareciam maduras. De bom grado as comeria, mas, como não podia alcançá-las, disse:
— Estão verdes, não prestam, só os cães as podem tragar!
Eis, porém, que cai uma folha. Pensando que era uma uva, mais do que depressa volta o focinho.
E quantos são assim na vida: desprezam, desvalorizam o que não podem conseguir. Mas basta uma pequena esperança, uma mínima possibilidade para que virem, como a raposa, o focinho. Olham à volta, que vós os encontrareis em grande quantidade."
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