O grande reencontro

Tem coisas que a gente tem que guardar com muito carinho na lembrança. Por isso, às vezes fica difícil colocar tudo em palavras — dá um certo medo de perder o sentimento ou ainda de não conseguir expressar corretamente o que se sente.

Pois bem. Vou criar coragem e escrever o que, acredito, possa chegar perto ao meu amor por essas pessoas: Carol, Kika e Thaís. É sempre com muito carinho que vou falar dessas três.
No ano de 2.000 estivemos todas pela primeira vez na Alemanha. A Kika e a Thaís já se conheciam e a Carol também já as tinha encontrado. Com a Carol, ensaiamos alguns encontros no Brasil, saímos pra tomar alguns chopps, mas não chegamos a nos conhecer tão bem.

Eu fui a última das quatro a chegar em Tübingen (onde fizemos o curso de alemão) e a Kika e a Thaís já estavam também em outra cidade. Portanto, minha primeira impressão da viagem foi Carolina: moça delicada, super educada — a sempre "polite". Não foi nem um pouco difícil nos tornarmos grandes amigas (graças a Deus! Porque senão, eu estaria perdendo muito até hoje). Depois, conheci Kika e Thaís e pronto: viramos as "meninas da Alemanha". Eu e Carol voltamos juntas ao Brasil depois de dois meses que estive lá. A Thaís voltou um mês depois e a Kika deu um jeitinho e ficou por lá mais um ano.

Voltamos a nos encontrar no Brasil várias vezes. Sempre fui mais próxima da Carol e também foi dela de quem mais me afastei nas minhas crises existenciais. Nos perdemos e nos reencontramos várias vezes — os afastamentos, eu assumo e me arrependo, sempre foram por minha total culpa.

Enfim... E nessas idas e vindas da vida, Carol foi a primeira a se mudar para a Europa, para fazer seu mestrado. As "meninas da Alemanha" desde que voltaram, tentaram achar meios de voltar para o velho continente (o que me inclui, até eu descobrir que meu lugar realmente é aqui). Depois, a Kika foi para fazer seu curso de especialização em germanística. E por último, a Thaís começou seu curso de pós também lá fora.
Sobrou eu aqui no Brasil. E também me sobrou muito tempo pra ter saudade, pra pensar nessa amizade, pra me arrepender de muitas atitudes e também pra ser perdoada e amada por todas — como sempre. E depois que todas foram embora, ficou difícil juntar todo mundo de novo: quando vêm ao Brasil, essas meninas são extremamente solicitadas (o que eu entendo, já que todo mundo as adora!) e a gente conseguiu se reunir algumas vezes.

E aí, acontece de Gabi ir à Europa. E de Carol me ligar e dizer pra eu ir antes e assim, nos reunirmos na Oktoberfest,
em Munique cidade que conhecemos todas juntas na primeira vez! E aí, Kika liga e diz que já reservou hotel e a mesa mas ainda não acredita que nós realmente vamos. E depois, Thaís no Brasil (quando a encontrei) dá certeza que também vai — mesmo a gente duvidando, porque o namo não iria.

Desde maio, quando decidimos viajar, expectativa: as "meninas da Alemanha" reunidas novamente, na Alemanha, fazendo o que mais gostam: se
divertir e tomar cerveja!

Vocês não imaginam o quanto esperei esse encontro. E por isso, estou procurando as palavras pra contar o quanto foi bom. Meio que já desisti: vou deixar as fotos contarem por si. Como eu disse, lembranças são lembranças
— às vezes, contar muitos detalhes estraga. E eu não quero estragar NADA! Foi tudo MUITO perfeito e foi MUITO BOM me divertir tanto e beber tão gostoso e abraçar e beijar essas GRANDES AMIGAS! "As meninas da Alemanha".

As fotos que seguem são do dia 6 de outubro, sábado, quando chegamos a Munique e visitamos a Oktoberfest à noite e do dia 7, domingo, em que passeamos pela cidade e nos acabamos (no bom sentido, porque somos meninas de família) na Oktober!

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