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Até aconteceram os desfiles de sempre, e também discursos inflamados e com certeza algumas comemorações particulares com o nosso dinheiro — porque o 7 de setembro é comemorado pelo governo, é aproveitado pelos políticos para falarem bem de si mesmos.
Então... A nossa independência não é comemorada pelo seu povo. Tirando a participação de crianças nos desfiles (e aí, os pais vão assistir), não há nenhum envolvimento da nação com esse dia. A história boa de tudo isso é que é feriado (OBA!) e pronto. Melhor ainda na sexta-feira, pra emendar e descer pra praia.
Eu não sei... Talvez eu esteja pedindo demais ou até pareça que eu quero ser idealista demais mas, a gente não dá valor nenhum para o que tem. Pense bem: você viaja, passa dias e dias (ou não) longe de casa e quando volta, parece que é o céu. Pra mim, isso é pátria. E foi isso que a independência trouxe pra gente: o direito de voltar — mas voltar só se quiser, o que é melhor ainda.
Querendo ou não, a gente é brasileiro em qualquer lugar do mundo. E isso é motivo de orgulho. Por mais que pareça exagero ou até pieguice, eu ADORO ser reconhecida como brasileira: pelo jeito de andar; pelo jeito de falar (quase italiano porque se eu não tiver minhas mãos, não falo); pelo jeito de conversar; pelo jeito de se empolgar e se interessar por qualquer coisa.
Brasileiro pode ser qualquer um: branco, preto, amarelo; loiro, moreno, ruivo. É uma mistura tão boa que não dá pra definir pela cor da pele ou dos olhos. Dá pra definir pelo sorriso, pela forma de levar a vida. Sei que estou sendo otimista — tem também o "jeitinho brasileiro", que é feio; tem também muita gente mal-humorada e preconceituosa. Tem todos os defeitos de qualquer lugar do mundo, além da miséria, da fome, da má vontade.
Mas eu prefiro comemorar o meu 7 de setembro com o melhor que eu possa dar de mim: pra mostrar pra quem quiser ver que ser brasileiro é bom demais. Vou ser Pollyanna: a gente não tem terremoto, nem furacão, faz sol a maior parte do ano; a gente tem Carnaval e praias lindas — sem contar a serra. A gente pode votar em quem quiser (mesmo tendo gente sendo comprada, eu sei...), a gente é muito hospitaleiro, a gente se interessa por gente.
Sei lá.... Ser brasileiro é ser humano. E eu sempre AMO voltar pra casa e comer arroz com feijão e chuchu!
Se você nunca teve a sensação de voltar, não sabe ainda o quanto é bom ser brasileiro — visto de fora, o verde e amarelo fica mais bonito do que já é!
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