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Antes de tudo, um pai, um amigo, um “tio” das amigas, um cara muito bem humorado e um ser humano competente e extremamente responsável.
Henrique Stephanini di Sacco era pai de uma amiga. O comandante que estava à frente do vôo JJ 3054, da TAM, que vinha de Porto Alegre, com pouso previsto em Congonhas, ontem à noite, era um pai pra lá de legal, um “tio” que sempre adorava todas as amigas da filha e participava de suas vidas.
Agora, seria avô de seu primeiro neto. Gostava de plantas, curtia a família, batalhava para continuar pilotando, depois de 20 anos de experiência na Transbrasil, que faliu e demitiu todos os seus funcionários (ou quase isso). Virou palestrante e ensinava as pessoas que é fácil viver, “Sem medo de voar”. Queria escrever um livro. E teria muito pra contar: viajou o mundo todo, viu gente famosa, amava sua profissão.
Era um cara muito simples, que se interessava pelas pessoas, se preocupava com elas e extremamente engraçado: trocava de propósito o nome do meu pai, Hugo, por Ivo – só pra deixar a filha constrangida – tudo na gozação. Simpaticíssimo, com seus grandes olhos azuis, careca, cabelos brancos e um sorriso no rosto. Novo para ir, responsável demais pra brincar com coisa séria. Amava demais sua família.
Quando recordo, o que me vem à mente são seu sorriso e seus prazeres simples na vida. Tendo uma profissão tão cheia de glamour (pelo menos há algum tempo atrás), poderia ser muito menos do que era: humilde, sempre mostrou ser grande. Uma ótima pessoa para conviver e se espelhar.
Não podemos escolher a nossa hora – se pudéssemos, tenho certeza que quereríamos ir antes dos nossos entes queridos. A família que fica é quem sofre: será mais fácil culpar quem não pode se defender. Eu não acredito nem por um segundo que o “tio” Henrique teria titubeado. A gente sabe disso. E não dá pra esquecer a crise aérea que o Brasil vem passando; a reforma da pista do aeroporto, que está escorregadia; o mau tempo que deveria ter fechado o aeroporto — "crônica de uma morte anunciada".
Ele deixa sua esposa, a filha e seus dois filhos, uma nora e seu bebê. Além de todos os amigos de seus filhos, que adotou. Além de todos seus amigos e família. Além de todo o seu sorriso – que será sempre lembrado.
Sem medo de voar, o céu agora é dele para sempre!
Henrique Stephanini di Sacco era pai de uma amiga. O comandante que estava à frente do vôo JJ 3054, da TAM, que vinha de Porto Alegre, com pouso previsto em Congonhas, ontem à noite, era um pai pra lá de legal, um “tio” que sempre adorava todas as amigas da filha e participava de suas vidas.
Agora, seria avô de seu primeiro neto. Gostava de plantas, curtia a família, batalhava para continuar pilotando, depois de 20 anos de experiência na Transbrasil, que faliu e demitiu todos os seus funcionários (ou quase isso). Virou palestrante e ensinava as pessoas que é fácil viver, “Sem medo de voar”. Queria escrever um livro. E teria muito pra contar: viajou o mundo todo, viu gente famosa, amava sua profissão.
Era um cara muito simples, que se interessava pelas pessoas, se preocupava com elas e extremamente engraçado: trocava de propósito o nome do meu pai, Hugo, por Ivo – só pra deixar a filha constrangida – tudo na gozação. Simpaticíssimo, com seus grandes olhos azuis, careca, cabelos brancos e um sorriso no rosto. Novo para ir, responsável demais pra brincar com coisa séria. Amava demais sua família.
Quando recordo, o que me vem à mente são seu sorriso e seus prazeres simples na vida. Tendo uma profissão tão cheia de glamour (pelo menos há algum tempo atrás), poderia ser muito menos do que era: humilde, sempre mostrou ser grande. Uma ótima pessoa para conviver e se espelhar.
Não podemos escolher a nossa hora – se pudéssemos, tenho certeza que quereríamos ir antes dos nossos entes queridos. A família que fica é quem sofre: será mais fácil culpar quem não pode se defender. Eu não acredito nem por um segundo que o “tio” Henrique teria titubeado. A gente sabe disso. E não dá pra esquecer a crise aérea que o Brasil vem passando; a reforma da pista do aeroporto, que está escorregadia; o mau tempo que deveria ter fechado o aeroporto — "crônica de uma morte anunciada".
Ele deixa sua esposa, a filha e seus dois filhos, uma nora e seu bebê. Além de todos os amigos de seus filhos, que adotou. Além de todos seus amigos e família. Além de todo o seu sorriso – que será sempre lembrado.
Sem medo de voar, o céu agora é dele para sempre!
Comentários
Que pena.
Mas também, não mudaria nada, caso o sobrenome não fosse daí. Como tantos outros não eram.
A tristeza seria a mesma. Que coisa absurda!
Beijo
K
Soube apenas por aqui.
Conheci ele muito pouco, apenas pra fazer o material com vc e no dia na palestra.
Outro dia mesmo citei na mesa do bar a palestra dele.
São essas coisas q nos fazem por poucos minutos desacreditar de algumas coisas que são indispensáveis pra nossa vida.
Dá um beijo na famila dele por mim!
beijos!
Mô