Primeirinha!

Ontem fui à minha primera Festa Junina do ano!

Queria ter ido com o vestido que tenho pra dançar quadrilha mas, não teve quadrilha. Aí, não achei que ia ficar bem uma marmanjona como eu de vestido típico - nessas horas que tenho vontade de ser criança de novo, viu!? Minha sobrinha foi de vestido, e tava linda! Mas era a única a caráter MESMO! Muita gente de camisa, trancinha e chapéu...

O que rolou mesmo na festa foram os "comes e bebes": amendoim até, pipoca, cachorro-quente, arroz-doce, bolo de fubá e de laranja, broa de milho. Gente! Como eu comi! E como eu adoro essas festas!

Bem... Essa foi a primeira: super familiar! Agora eu quero ir em quermesse de igreja, festa juninas das escolas dos meus sobrinhos e aproveitar as musiquinhas típicas, as barracas de prenda e, quem sabe, conseguir dançar uma quadrilha!

Agora, vamos saber de onde veio a festa junina e a nossa cultura:

O termo “Festa Junina” tem duas explicações: é usado porque as festividades ocorrem durante o mês de junho; e a festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de “Joanina”. De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses.

No período colonial, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, aqui, influenciou muito as quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.

Todos estes elementos culturais foram misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas. Aqui, o mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio.

Comidas típicas — Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho: como é tempo da colheita do milho, grande parte das comidinhas deliciosas relacionadas à festa, é feita dele. Também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce, doce de abóbora.

Tradições — Junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem o cenário, embora cada vez mais raros por causa das leis que os proíbem, em função dos riscos de incêndio que representam.
No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.
Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes.

Santo Antônio — Como é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que faltem. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

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