O Códex 632: Mais do que se aprende na escola

Uma aula de história. Se real ou não, fica a seu critério.

O livro “O Códex 632”, de José Rodrigues dos Santos, foi lido com muito prazer. Como o autor é português de Portugal, a editora decidiu manter o original para o público brasileiro e foi interessante ver as diferenças de uma mesma língua para os diferentes países. Mas o melhor não fica aí: no meu caso, como eu adoro estudar línguas, simpatizei com o protagonista logo no início, já que ele é um professor, criptógrafo, historiador, que estuda e pesquisa a origem das línguas, que analisa as possibilidades da origem da forma escrita e, enfim, tudo que engloba a comunicação através da fala e da escrita.


Ele é convidado a estudar a fundo uma pesquisa iniciada por outro historiador, que morre e deixa pistas sobre o que descobriu. Como um criptógrafo (quem estuda a arte de escrever em cifra ou código), nada melhor do que tê-lo como aliado para decifrar o tal segredo: Colombo era mesmo Colombo? Qual era sua verdadeira identidade?

O livro é interessante principalmente porque acabamos por aprender muito mais do que lemos e ouvimos na escola — naquela época em que estudar o descobrimento das Américas, do Brasil, não era o assunto mais em voga na nossa realidade infantil — sobre nossa história. Ou seria a história dos portugueses?


A história contada nos livros hoje é de que Colombo era um tecelão genovês, de origem muito simples. Mas, nos documentos, todos reais (eles existem mesmo!), ele nunca escreveu uma palavra em italiano e, em compensação, sabia latim — para alguém de origem simples isso era impossível. Seu espanhol era aportuguesado (como o nosso portunhol) e sua assinatura deixava algumas pistas de uma outra nacionalidade e religião. E o navegador sempre fez mistério sobre sua origem — nem mesmo seu filho sabia onde ele realmente havia nascido. Documentos provam.


Tomás passa o livro todo buscando informações, pesquisando, viajando em busca de mais verdades. E o livro é isso mesmo: uma viagem em que conhecemos mais sobre Portugal e várias de suas cidades, Jerusalém, Espanha e até Nova York. Porque além de falar sobre os documentos pesquisados, os lugares em que eles se encontram ou que há pessoas que possam ajudar, são minuciosamente detalhados, para que o leitor conheça ou reconheça por onde o protagonista passa.

O melhor de tudo é a reviravolta que a história dá. Um livro pra ler com calma e assim, poder absorver todas as novas informações que nos traz.


De qualquer maneira, marquei algumas páginas que quero publicar aqui. Como a história do número 9, que já comentei, tem mais alguns assuntos que ele levanta bem legais a serem debatidos.

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