Amigas, amigas....


... Vidas à parte!

Tenho amigas de longa data. De vida inteira, passageiras, amigas irmãs e amigas colegas.

Algumas vejo sempre, outras quase nunca mas, considero todas da mesma maneira: tem aquelas que temos muito mais afinidades, aquelas ótimas pra balada, outras perfeitas pra desabafar e ainda tem aquelas amigas que são pra isso e todo o resto - que você pode contar e pronto, sem cobranças ou necessidades.

Eu sou muito de lua. Sumo, apareço, ressurjo, me refaço. E muitas pessoas não entendem estes "afastamentos" que preciso ter (e eu sei que é difícil de entender - às vezes, nem eu entendo mas, sinto a necessidade de fazê-lo). Aprendi isso depois que já fui franca demais, já fui faladeira e fofoqueira demais, já briguei muito e pior de tudo: já me meti demais na vida de muita gente - e senti todas as conseqüências de minha super proteção, pra não dizer egoísmo.

Hoje, quem me conhece mais recentemente (ou que acompanhou de perto minhas mudanças), sabe que eu dou espaço, às vezes até demais, pra pessoa viver sem se afogar comigo. Mas, tenho amigas de outras épocas - aquelas que me viram participando demais de tudo (e muitas vezes atrapalhando, eu sei). Essas amigas conheceram a Gabi que não tinha medo de dizer nada, de viver nada, e que tinha mania de cuidar de tudo. Sim, eu admito: hoje eu tenho medo. Porque tenho experiência, porque sei o que já passei, porque eu prefiro ser mais comedida (menos nas minhas gargalhadas - isso nunca!).

Por me envolver demais, paguei todos os meus pecados: fui cobrada, como cobrei; fui cuidada exageradamente, como também fiz; fui questionada, como sempre fiz com tudo e com todos. E sofri, e chorei, e aprendi. A vida de cada um é de cada um: da pior maneira que havia, descobri que não posso competir com felicidade alheia, descobri que nem tudo é sempre verdadeiro, aprendi que a gente tem que aproveitar o AGORA, guardar as boas lembranças, questionar menos certas atitudes, acreditar nas pessoas - mesmo quando elas erram.

Meu mundo é meio cor-de-rosa (não chega nem aos pés do cor-de-rosa shocking de uma grande amiga). Sei que ainda preciso crescer muito mas, não tenho mais medo de expor sentimentos e não quero mais julgar ninguém. Cada um faz da sua vida o que bem quiser e que viva tudo da melhor maneira possível - é o que desejo, de coração, a todas essas pessoas que venho reencontrando nos caminhos dessa vida...

Comentários

Anônimo disse…
Momento Inesquecível!

7 anos já hein?
Gabriela disse…
Pois é, menina...
O tempo passa! Mas eu acho que a gente é que nem bebida envelhecida: só melhora com o tempo! ;)

Beijo